segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Hora do lanche



"Que delícia este fosfato natural"

Ai que delícia. Esta manhã, as árvores de onde serei colhida no final do outono do ano que vem receberam as doses trimestrais de comidinha. Para que eu ficasse linda e saborosa e agradasse o seu paladar, as minhas hospederiras tiraram muito alimento e energia do solo que guarda as suas raízes. E agora chegou a hora de encher a barriga.

Cada clemenuleira recebeu três quilos de adubo curtido e 250 gramas de fosfato natural reativo, tudo coisa de primeira e próprios para a condução orgânica que praticam por aqui.

Antes disto, desde que terminou a colheita, outros trabalhos foram feitos ao meu redor. Em julho, caldas e pastas para limpar os galhos e troncos de fungos, mais umas doses de neem para afastar alguns bichinhos. No começo de agosto, calcário para diminuir a acidez do solo que rodeia as árvores e, agora, o lanchinho trimestral.

Clica aqui na imagem para ver o vídeo 

Tô faceira.  

sábado, 29 de agosto de 2015

Chegaram




Para ocupar as vagas daquelas árvores de ponkans que foram arrancadas de nosso convívio em função da polinização cruzada, esta semana chegaram 12 mudas novinhas de clemenules.


E o Pen Duick, exibido, sempre roubando a atenção. 

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Harmonia


Num dos passeios pelo pomar que os caras que cuidam de mim costumam fazer todos os dias, encontraram um broto de uma de minhas árvores carregadinho de pulgões pretos, praga que os cientistas chamam de toxoptera citricida.

Estes insetos  são uns danados.  Eles excretam um líquido açucarado que é adorado pelas formigas cortadeiras e também provocam o aparecimento da fumagina, uma gosminha que deixa as folhas pretas dificultando a fotossíntese, encrespam os brotos e ainda podem transmitir o vírus da tristeza dos citros.

Mas este bichinho vermelho com pintinhas pretas tem nos pulgões o seu manjar dos deuses. Eles só vivem onde não tem agrotóxico e, além de bonitinho, tem dois nomes simpáticos: os simples mortais os chamam de Joaninha e os cientistas o tratam por Harmonia Axyridis.

E harmonizar a terra é o que a Joaninha faz por aqui. 

Quando a infestação de pulgões pretos é grande demais para a quantidade joaninhas nas árvores, eles borrifam minhas árvores com o óleo de neem, um inseticida natural que não faz mal para as joaninhas.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Um dia triste


Ontem não foi um dia legal. Entendo todos os motivos, mas ver as árvores das minhas amigas ponkans sendo arrancadas ao lado, foi dolorido. 

Sei que este problema é antigo e eu sei também o quanto eles, os que cuidam de mim, relutaram em chegar as vias de fato.

É que há quatro anos, quando chegamos aqui, esta área onde estou plantada deveria receber apenas árvores de clemenules. Para as ponkans estava reservado um pedaço na parte de baixo do terreno, bem afastadas daqui. Mas na hora do plantio, como eram quase 500 mudas, houve uma mistura e dez árvores das minhas primas foram plantadas mo lugar errado.

E, como todos já sabem, eu sou uma fruta sem sementes, mas posso ter algumas se houver a polinização nas minhas flores com polem de outras tangerineiras. Por isto é que elas tiveram que sair daqui. 

O vídeo abaixo é forte, muito triste. Se tiver coragem de assistir, por favor, tire as crianças da frente do computador. 


terça-feira, 11 de agosto de 2015

Nem tudo são flores


Há umas semana, minhas árvores receberam uma boa dose de calda bordalesa, lembram? Agora foi a vez da chegada do calcário abaixo das copas para diminuir a acidez dos solo que me alimenta. Logo mais vem a adubação. 

 Em troca de todo este carinho, elas, as árvores, já retribuem, mostrando brotos novos nas pontas de galhos e os primeiros botões que se transformarão em lindas flores. 


Mas, como diz o título, nem tudo são flores. São abelhas também. A maioria delas são bem legais com as árvores e as flores, mas esta da foto abaixo não é assim tão legal não. Ela se chama Trigona spinipes e foi apelidada de abelha-irapuá. Sim, ela poliniza, mas também morde as folhas novas e leva os pedaços para fazer ninho e fura as flores para sugar o açúcar. 
Se elas insistirem em voar por aqui, acho que os caras que cuidam de mim vão fazer uma fumacinha básica para fazer com que elas procurem outro lugar.