domingo, 31 de maio de 2015

Ai meu Deus, estou nervosa.

Será que as crianças vão gostar de mim?

Amanhã, segunda-feira, dia 1 de junho, começa a minha vida escolar. Sexta-feira passada eu fiz minha matrícula na rede municipal de ensino de Alfredo Wagner e de agora até o fim da safra eu estarei na merenda das crianças de minha cidade.


Depois eu mostro a foto e conto como foi meu primeiro dia de aula. 

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Abrindo portas

A Barraca da Galega, na beira da BR 282, agora vende orgânicos


Sonho com o dia em que não haverá mais necessidade de se colocar nos rótulos e nas embalagens dos alimentos que ele é feito com respeito a saúde de quem os consome. Que, ao contrário do que acontece hoje, os outros é que sejam obrigados a dizer que são produzidos com adubos, fertilizantes,  inseticidas e outras misturas químicas que provocam doenças. E que os alimentos orgânicos estejam a disposição de todos em todos os lugares, e não apenas em minúsculos espaços em enormes supermercados ou em lojas especializadas.


Enquanto este dia não chega, vou fazendo minha parte: eu e outras frutas que saímos de Pedras Rollantes somos os primeiros alimentos orgânicos colocados à venda  em alguns locais, como a Barraca da Galega (Km 93 da BR 282), o Spermercado Beppler e a Fruteira da Dona Dulce, todos em Alfredo Wagner, minha cidade natal, e no Supermercado Copal, em São José.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

O mapa dos meus passos

Carimbo em uma embalagem do colega limão cravo que está no Hippo


Pergunte ao pó
Desça o porão
Siga aquele carro
Ou as pegadas que eu deixei
Pergunte ao pó
Por onde andei
Há um mapa dos meus passos
Nos pedaços que eu deixei”

Para saber de onde venho e por onde tenho andado é bem fácil. Eu sou direta e me mostro sem o prolixísmo da poesia do dândi Humberto Gessinger e sem os lamentos de Arturo Bandini nas páginas escritas por John Fante.

Para saber de mim, me vigiar, buscar meus rastros, basta apenas e tão somente digitar os números que estão no rótulo das embalagens no site www.paripassu.com.br.

É que eu e todas as minhas colegas que somos cultivadas em Pedras Rollantes, quando ganhamos o mundo, somos rastreadas para que você, “consumidor que merece todo o meu respeito” (adoro frases da moda), saibam das minhas origens.

O rastreamento de alimentos ainda não é uma obrigatoriedade, mas como eu ando espalhando por aí que sou limpinha e cheirosa (isto sou mesmo), que sou cuidada com carinho e respeito ao meio ambiente, que sou tratada apenas com alimentos e remédios que não fazem nenhum mal para a saúde de quem me consome, o melhor mesmo é transformar a minha vida em um livro aberto.

E a PariPassu, uma empresa de tecnologia da informação que colocou seus sábios a minha disposição, me vigia e mostra meus passos pelo mundo.


Os números que me desvendam estão carimbados no campo branco no verso do meu rótulo. Digita lá. 

domingo, 17 de maio de 2015

Pra sair bem na selfie


Eu sou uma fruta vaidosa e me acho um exemplo de beleza entre os primos e primas do grande reino dos citros. Gosto muito de minha forma ovalada com polos achatados, de meu tamanho que se encaixa perfeitamente nas mãos que vão me descascar. Amo meu perfume suave e a minha pele com estas pequenas e charmosas imperfeições que muitas mulheres chamariam de celulite.

Mas o que mais admiro mesmo é minha cor. Quando estou no ponto, sou de um alaranjado vivo, que e em contraste com o verde escuro das folhas da árvore que me sustenta, me destacam no meio da paisagem.

Minha vaidade também vem do fato de eu só ouvir elogios de quem vem me visitar. E quem vem me visitar não resiste em fazer umas selfies comigo. Assim que chegam já colocam as mãos nos bolsos ou nas bolsas e sacam suas câmeras digitais, celulares ou tablets, fazem poses e, muitas vezes, daqui mesmo do pomar já postam as fotos nas redes sociais. Me derreto...


Adoro ver minha cor ser realçada nas fotos, e como quero que todos e todas apareçam bem ao meu lado, sugiro que venham com cores que combinem comigo. Como é inverno, um casaquinho, uma jaqueta ou uma blusa azul marinho é a melhor pedida. 

O Azul é a cor primária que faz o contraponto com o laranja. Também vale usar uma peça ou pelo menos uns detalhes em vermelho, o que fará um belo contraste com o verde escuro das folhas e o verde mais claro da grama que recobre o solo onde as árvores estão plantadas. 

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Clemê o que?


A pequena Nules, os laranjais e o Mediterrâneo, em imagem do GoogleEarth

Sim, eu sei, eu tenho um nome bem esquisito. Clemenules! Não há quem o ouve pela primeira vez que não se enrole para pronunciá-lo. Como disse anteriormente, eu sou de origem espanhola, embora nascida em Pouso Redondo e criada em Alfredo Wagner, Santa Catarina, Brasil, mas esta é uma história que contarei em outra postagem. Posso até mostrar em vídeo, se quiserem.

A Espanha, especialmente ao longo da costa do Mediterrâneo, onde surgi pela primeira vez, é onde estão os mais conceituados produtores e de onde saem as mais aprofundadas pesquisas sobre citros no mundo. É de lá que vem a Clementina (fácil este nome, não?), a tangerina mais consumida na Europa atualmente. Eu sou fruto (!?) de uma mutação espontânea ocorrida em uma árvore de Clementina, em 1953, nos arredores de Nules, pequena cidade rodeada de laranjais pertinho de Valência.

É daí que vem meu nome: Clemenules, a Clementina de Nules.

Aqui no Brasil a safra é no inverno, e na Espanha também. No inverno de lá, em janeiro, eles fazem uma enorme festa em minha homenagem, com direito a Rainha e Princesas, como na Oktober, concurso gastronômico e entregam a Clemenules de Ouro para a cooperativa que produz a fruta com maior qualidade. Legal, né?

A Clemenules sou eu



Muito prazer, eu sou a Clemenules, Lá na Espanha me chamam de "La Reina de Las Mandarinas".  Mandarina é como os povos de falam o idioma de Castella chamam a tangerina. Portanto, sou a Tangerina Clemenules. O título de rainha me deixa muito orgulhosa, principalmente por ele ter sido dado num país que tem rei, rainha, príncipes e súditos. Não é qualquer fruta que pode ser chamada de rainha numa terra de reis, não é mesmo?

Aqui neste modesto blog eu vou contar muito de minha história. Quem acompanhar, saberá porque me deram o título de nobreza, qual a origem de meu nome e muito, muito mais. Por exemplo, como eu vim parar aqui no Sítio Pedras Rollantes, em Alfredo Wagner, Santa Catariana, e onde e quando poderão me encontrar para fazerem aquilo que eu mais gosto, que é ser consumida com todo o prazer que posso oferecer a quem tem paladar digno de um Rei.

Mostrarei como podem me transformar em doces maravilhosos e como me adapto bem em pratos simples ou requintados. Para quem gosta de saber o que estão consumindo, em breve estarão aqui as informações sobre os nutrientes de que sou composta, bem como as dezenas de bondades que eu sou capaz de realizar para a sua saúde.

E por falar em saúde, é com uma ponta de vaidade que digo, "de boca cheia", que aqui em Pedras Rollantes eu sou produzida como Fruta Orgânica.