Clemê o que?
A pequena Nules, os laranjais e o Mediterrâneo, em imagem do GoogleEarth
Sim, eu sei, eu tenho um nome bem esquisito. Clemenules! Não
há quem o ouve pela primeira vez que não se enrole para pronunciá-lo. Como
disse anteriormente, eu sou de origem espanhola, embora nascida em Pouso
Redondo e criada em Alfredo Wagner, Santa Catarina, Brasil, mas esta é uma história que
contarei em outra postagem. Posso até mostrar em vídeo, se quiserem.
A Espanha, especialmente ao longo da costa do Mediterrâneo, onde
surgi pela primeira vez, é onde estão os mais conceituados produtores e de onde
saem as mais aprofundadas pesquisas sobre citros no mundo. É de lá que vem a
Clementina (fácil este nome, não?), a tangerina mais consumida na Europa atualmente.
Eu sou fruto (!?) de uma mutação espontânea ocorrida em uma árvore de
Clementina, em 1953, nos arredores de Nules, pequena cidade rodeada de laranjais
pertinho de Valência.
É daí que vem meu nome: Clemenules, a Clementina de Nules.
Aqui no Brasil a safra é no inverno, e na Espanha também. No inverno de lá, em janeiro, eles fazem uma enorme festa em minha homenagem, com direito a Rainha e Princesas, como na Oktober, concurso gastronômico e entregam a Clemenules de Ouro para a cooperativa que produz a fruta com maior qualidade. Legal, né?

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