O mapa dos meus passos
Carimbo em uma embalagem do colega limão cravo que está no Hippo
“Pergunte ao pó
Desça o porão
Siga aquele carro
Ou as pegadas que eu deixei
Pergunte ao pó
Por onde andei
Há um mapa dos meus passos
Nos pedaços que eu deixei”
Siga aquele carro
Ou as pegadas que eu deixei
Pergunte ao pó
Por onde andei
Há um mapa dos meus passos
Nos pedaços que eu deixei”
Para saber de onde venho e por onde tenho
andado é bem fácil. Eu sou direta e me mostro sem o prolixísmo da poesia do dândi
Humberto Gessinger e sem os lamentos de Arturo Bandini nas páginas escritas por
John Fante.
Para saber de mim, me vigiar, buscar meus
rastros, basta apenas e tão somente digitar os números que estão no rótulo das
embalagens no site www.paripassu.com.br.
É que eu e todas as minhas colegas que somos
cultivadas em Pedras Rollantes, quando ganhamos o mundo, somos rastreadas para
que você, “consumidor que merece todo o meu respeito” (adoro frases da moda),
saibam das minhas origens.
O rastreamento de alimentos ainda não é uma
obrigatoriedade, mas como eu ando espalhando por aí que sou limpinha e cheirosa
(isto sou mesmo), que sou cuidada com carinho e respeito ao meio ambiente, que
sou tratada apenas com alimentos e remédios que não fazem nenhum mal para a saúde
de quem me consome, o melhor mesmo é transformar a minha vida em um livro
aberto.
E a PariPassu, uma empresa de tecnologia da informação
que colocou seus sábios a minha disposição, me vigia e mostra meus passos pelo
mundo.
Os números que me desvendam estão carimbados
no campo branco no verso do meu rótulo. Digita lá.

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