domingo, 5 de junho de 2016

Minha amiga tagets erecta


É pomposo o nome que os cientistas deram para esta flor linda, quase da minha cor, e que está espalhada entre as árvores do pomar onde estou plantada: tagets erecta.

Os homens comuns a chamam de cravo de defunto e outros menos populares. E tem um bom motivo para este nome fúnebre, que em muitos humanos pode até causar repulsa. Mas repulsa mesmo ela causa é em muitos e muitos bichinhos que gostam do meu sabor, do gostinho das folhas de minhas árvores e que não fazem nada bem para a minha saúde.

Dizem que o apelido de “cravo de defunto” tem origem no fato de ela ter sido muito usada nos velórios de homens e mulheres, para espantar as moscas que apareciam quando os corpos eram velados por muito tempo.

E como espanta. Não só as moscas, mas outros bichinhos também. Com elas aqui por perto, me sinto bem à vontade, pois desde que elas começaram a florir ao meu redor, praticamente desapareceram as moscas de fruta, os pulgões, as formigas, as colchonilhas e as larvas minadoras que atormentam minha vida.

Esta plantinha maravilhosa tem origem no México, mas está espalhada pelos quatro cantos do Brasil. No Rio Grande do Sul, por exemplo, ela ajudou a reavivar pomares de videiras que muitos consideravam perdidos pelo ataque de pragas nas raízes de plantas de idade avançada. Na internet é possível encontrar receitas de chás feitos com as flores e as folhas, que os autores das postagens dizem que combate os efeitos da dengue.

As flores que estão no pomar ao meu redor chegaram aqui bem pequeninas, trazidas da estufa de Pedras Rollantes, onde foram plantadas em ambiente protegido e com todo o cuidado. Eles chamam isto de agroecologia, algo um pouco além da agricultura orgânica.

Bom né?

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